sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Novo de novo




O Ano novo pode gerar um misto de sentimentos bons e ruins. Algumas pessoas tornam-se motivadas, otimistas com o novo ciclo, outras sentem uma perda do que se foi, tristeza das promessas não realizadas e o medo de novas frustrações no futuro.
A questão é que basta dezembro chegar para que muitos já comecem a fazer um balanço do ano, revendo as conquistas positivas ou as situações negativas. Aí os novos planos começam a ser traçados. Mas por que a passagem do ano mexe tanto com o nosso psicológico?
Acredito que pelo fato de que mais um ano se passou e “perdemos tempo” para aquilo que não foi alcançado. No mundo de hoje, quem não faz balanço e traça caminhos perde tempo e dinheiro. Essa atitude é positiva, já que os planejamentos devem fazer parte da vida, nos dando um norte para a tomada de decisões. Mas para traçar metas, é preciso ser realista e buscar metas atingíveis de acordo com nossas limitações. Caso contrario a ansiedade entrará em cena, mascarando um medo de “não dar conta”. Quando sentimos ansiedade vivemos no futuro e não no aqui e agora, fazendo com que não estejamos presentes na realidade para executar e produzir propiciando o auto boicote.
 O auto boicote consiste em um mecanismo de ação inconsciente referente ao nosso sistema de crenças. Todos nós herdamos crenças de figuras parentais em nossa infância, sobre diversas áreas da nossa vida tanto para o sucesso, como para o fracasso. Quando desejamos inovar, o novo pode gerar medo, por mais atraente que seja e por isso buscamos de maneira inconsciente confirmar as crenças para permanecer no que é velho, ruim, mas conhecido e seguro!
Para que a mudança seja possível e efetiva é necessário atualizar o nosso sistema de crenças, descartando as que não se aplicam a vida atual e assim aderindo novas crenças positivas e saudáveis. Assim as metas traçadas para o ano novo podem ser alcançadas de maneira efetiva e satisfatória! 
Para refletir pergunte-se: 
·         Quais atitudes repetitivas que me prejudicam?
·         O que me motiva para alcançar a meta sem perder o foco?
·         Quais mudanças no meu dia a dia posso promover para não me boicotar?

É importante que saibamos nos alegrar com as metas alcançadas e respeitar as nossas limitações. reconhecer a falta de empenho nas metas esquecidas ou não valorizadas.
Seja firme em suas realizações pessoais. Quando você não é firme no que busca, sempre vai se deparar com outros atrativos que lhe tirarão de seu propósito.
Pense: as metas e os sonhos são desejos seus!

Feliz Ano Novo!


sexta-feira, 7 de novembro de 2014

RECONHECER O QUE NÃO É RECONHECIDO...

 




Há algum tempo venho refletindo sobre a importância do Reconhecimento na vida das pessoas. Percebo que todos nós de uma maneira ou outra buscamos isso. Um exemplo claro são fotos ou comentários postados nas redes sociais e que fazem sucesso pelas “curtidas” e elogios. Fazendo com que a pessoa que postou se sinta querida, aceita e até amada por grupo de quem ela também estima e identifica-se. Até aí tudo bem, o que me chama a atenção são as pessoas que dependem emocionalmente disso para se sentirem bem, necessitando compartilhar na rede tudo o que fazem ou o que pensam, como uma maneira de serem "vistos"!
Eric Berne fundador da Análise Transacional definia o reconhecimento, como “uma necessidade do ser humano em receber afeto pelo o que são e pelo o que fazem. Sendo fundamental para a sobrevivência e o desenvolvimento humano”.
Mas pensando aqui, tudo começa quando nascemos...
Primeiramente choramos, para sermos ouvidos e correspondidos com a voz ou com o toque. Quando somos atendidos nessa necessidade de reconhecimento, ficamos tranquilos e nutridos, isso o que eu conto aqui, é algo instintivo, faz parte da nossa sobrevivência. Imagina se ficamos perdidos em uma selva, choramos alto até que algum ser humano nos ouça e nos atenda em nossas necessidades primárias, frio calor, fome, sono, higiene.

Mas e depois dessa fase inicial, como a falta de reconhecimento manifesta?

Quando a criança busca a todo o momento a atenção dos pais, principalmente o olhar da mãe. Ela poderá criar estratégias para conseguir isso de maneira positiva ou negativa, exemplos: desafiando os pais, estragando brinquedos, fazendo gracinhas, dançando, cantando, chamando, entre outras formas. Mas porque o ser humano é capaz de fazer algo que outros desaprovam ou recriminam?
A indiferença é o pior sentimento que o ser humano pode expressar. É mais potente do que a raiva, agressividade, disputa, medo e tristeza. Porque estas ainda são formas de reconhecimento. Se uma pessoa expressa raiva por outra  é porque ainda se importa de alguma maneira por ela. Se a agride fisicamente ainda é uma forma de reconhecimento (sinestésico). Em suma, para não ficar sem, nos nutrimos com o reconhecimento que é dado, mesmo que de maneira negativa!
Ao longo da nossa vida, podemos regredir em algumas fases do nosso desenvolvimento principalmente em momentos de estresse, gestação, parto, luto, mudanças bruscas. E por que regredimos? Por serem situações desgastantes, as quais perdemos “energia” e  necessitamos nos resguardar para dar conta da dificuldade. A necessidade de amparo, cuidados, atenção surge como um sintoma de que precisamos recarregar nossas baterias de afeto. Lembrando que todos nós temos um sistema de crenças, as quais nos norteiam na vida, as mesmas podem nos limitar a pedir, aceitar, recusar ou dar afeto, fontes de reconhecimento. Com essa falta, pode levar ao adoecimento como uma maneira mais “aceitável” na família ou sociedade de extorquir isso.
O afeto pode ser manifestado em diversas maneiras: visual - alguém que preste atenção com o olhar, auditivo – alguém que nos ouça e sinestésico – receber um abraço, beijo ou cafuné.
É como se tivéssemos internamente uma caixa que hora está cheia hora está vazia. Quando está vazia precisamos buscar algo que a preencha de maneira mais autêntica para ser potente/nutritiva. Mas se temos uma crença de que pedir atenção é sinônimo de fragilidade, de vergonha ou que não será dado de maneira espontânea e por isso não tem valor, não fazemos. Essas trocas podem ser comparadas da mesma maneira que o alimento está para o corpo, como o afeto está para o psiquismo. Somo seres que necessitamos de interação e reconhecimento para a manutenção de nossa saúde mental.
Com isso o reconhecimento está presente em várias situações corriqueiras em nossa vida e pela inobservância, ela pode passar despercebida. Qualificar um elogio, um gesto de carinho, abraço, beijo, bem como, rever o sistema de crenças que limita as diferentes formas de dar, receber, pedir e negar Reconhecimento, são atitudes que propiciam um estilo de vida mais saudável e a redefinição de um padrão de comportamento mais autêntico. 
E você? Tá esperando o que para dar e receber Reconhecimento??